FABIANA. As redes sociais digitais: a construção de outros nós. Datado de 27 de dezembro de 2009. Disponível em: http://vicissitudedeser.wordpress.com/2009/12/27/redes-sociais-digitais-a-construcao-de-outros-%E2%80%9Cnos%E2%80%9D/
No artigo As redes sociais digitais: a construção de outros “nós”, postado no Blog Vicissitudedeser´s, em 2009, a autora Fabiana trata das transformações que ocorreram nas relações interpessoais e na maneira de ver, fazer e consumir comunicação com o advento da Internet, mais precisamente com o surgimento das “novas redes sociais” ou redes sociais digitais. A partir da abordagem e citação de diversos (as) autores (as), o texto é estruturado, além da parte introdutória, em algumas temáticas: “Sociedade Midiatizada”, “Para muito além do laço social – o dilúvio informacional” e “O futuro das redes sociais”.
Segundo a autora, as redes sociais digitais são espaços abrangentes nos quais se criam, mantêm e/ou ampliam os laços de interação social entre pessoas e organizações de diferentes perfis e interesses, proporcionando visibilidade pessoal e uma intensa difusão de informações com total liberdade. Nessa perspectiva, o artigo traz à tona diferentes opiniões sobre os impactos positivos e negativos das relações que se desenvolvem nas e através das redes sociais digitais, sendo algumas apresentadas nesta resenha.
Na introdução do artigo, destaca-se a abordagem de Suely Fragoso[1]. Para ela, as redes de relacionamento on-line potencializaram as interações entre os usuários e a democratização do conteúdo através da visibilidade que elas conferem, mas esse aspecto acaba sendo também o seu ponto negativo e vulnerável, já que os aplicativos que servem como um fator de interação social e expansão das possibilidades de comunicação, também são utilizados para cometer crimes digitais. Outro aspecto refere-se à mistura do público e privado que ocorrem nesses espaços virtuais, onde o muito do que deveria ser privado passa a ser público pela ação e influência da tecnologia, acredita Raquel Recuero[2].
Ao contrário do que defende Castells, que “as rede têm vantagens extraordinárias como ferramentas de organização em virtude de sua flexibilidade e adaptabilidade inerentes, características essenciais para sobreviver e prosperar num ambiente de rápida mutação”, o uso de blogs, youtube, pirataria digital destroem a economia, cultura e valores, como cita o pensador inglês Andrew Keen. Reforçando esse ideia, o professor Mark Bauerlein[3] acredita que as redes sociais são “distrações digitais” e tem deixado os jovens mais burros. Para ele, o problema está na forma que a pessoa utiliza a tecnologia. O tempo destinado à formação intelectual das crianças e jovens através da leitura de livros, jornais e outros meios de comunicação tradicional agora é gasto com MSN, iPod, torpedos, games e redes de relacionamentos, que além de informações vazias, não deixam espaços para a vivência e troca de experiências da vida real, fundamental para o desenvolvimento humano.
Destaca-se ainda no artigo a questão do “dilúvio informacional” trazido pela Internet e pelas redes sociais digitais. Nesse contexto, tem-se a opinião do sociólogo e professor Sergio Amadeu[4], que aponta aspectos proporcionados pelas redes sociais on-line como interatividade, comunicação horizontalizada e construção de conteúdo pelos próprios usuários. A participação direta repercute na reputação, confiabilidade, credibilidade e na natureza do saber, sob o modo de pensar. O desenvolvimento da capacidade crítica implica na imagem revolucionária das Redes, conforme citado por Amadeu. Ainda nesse contexto, a estudante de Jornalismo Daniela Cristina[5] ressalta que os atores sociais passaram de receptores para produtores ativos da informação e criaram uma rede colaborativa entre eles. Ela acrescenta que os papéis estão se invertendo: os internautas que sugerem pautas, além de enviarem notícias, artigos e opiniões.
Segundo o artigo, essa democratização da informação traz preocupação a diversos estudiosos, pois a quantidade de informações que circulam sem a devida credibilidade na Internet, já que qualquer pessoa pode incluir conteúdo na rede sem uma devida apuração e aprofundamento do assunto, podem ao invés de informar, deformar. Além disso, As informações veiculadas através das redes podem ser entendidas como verdades absolutas pelas pessoas que sem uma “leitura extra” em outros meios de comunicação, como jornais e revistas (mídias consideradas mais tradicionais) acabem formando opiniões inconsistentes e percam a capacidade crítica, uma vez que não saberá diferenciar informações verídicas de simples boatos. Nessa perspectiva, a doutora Suely Fragoso reforça que ainda assumimos uma postura ingênua tanto diante da mídia quanto das nossas redes sociais. Para ela “só quem ouve muitas vozes tem condições de pensar”, quem recebe tudo “filtrado” e confia no “filtro” não está pensando.
Já no final do artigo, a autora concluiu com a opinião de Raquel Recuero sobre o futuro das redes sociais, que afirma ser complicado fazer uma previsão se as redes sociais existirão por muito tempo ou se irão acabar, mas pontua que “a hibridação com as relações humanas devem permanecer e emaranhar-se cada vez mais na vida contemporânea”.
GRUPO A: Aline, Jéssica, Daiane, Daniele, Luana, Iasmin e Samile.
[1] Professora e Doutora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Unisinos Universidade do Vale dos Rios dos Sinos.
[2] Professora do curso de Comunicação Social da Universidade Católica de Pelotas, Rio Grande do Sul (UCPel).
[3] Professor da Universidade de Emory, nos Estados Unidos.
[4] Professor da Faculdade Comunicação Cásper Líbero.
[5] Estudante do último semestre de Jornalismo na Unisinos.




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