De acordo com
Marshall
McLuhan,
“as invenções na tecnologia causam, invariavelmente, uma mudança
cultural. Enquanto o determinismo econômico de Marx argumentava que
as mudanças nos modos de produção determinam o curso da história,
McLuhan concluiria que as mudanças específicas nos modos de
comunicação moldam a existência humana.”1
A velocidade com que a tecnologia avança nos dias atuais leva a uma reflexão de como o homem se relaciona com esta tecnologia e como esta vem modificando, e ainda modificará em muito as relações humanas. A internet propiciou uma mudança radical na maneira com que passamos a nos relacionar com outras pessoas. As relações entre as pessoas através do computador foram identificadas e receberam o nome de redes sociais ou comunidades virtuais.
A velocidade com que a tecnologia avança nos dias atuais leva a uma reflexão de como o homem se relaciona com esta tecnologia e como esta vem modificando, e ainda modificará em muito as relações humanas. A internet propiciou uma mudança radical na maneira com que passamos a nos relacionar com outras pessoas. As relações entre as pessoas através do computador foram identificadas e receberam o nome de redes sociais ou comunidades virtuais.
As redes sociais são, como o próprio nome diz, redes de intercâmbio social desenvolvidas na Internet. De acordo com Raquel Recuero, pesquisadora e autora do livro “Redes Sociais na Internet”, “Quando uma rede de computadores conecta uma rede de pessoas e organizações, é uma rede social”2
Segundo Howard
Rheingold,
“Comunidades
Virtuais
são agregações sociais que emergem da internet quando um número
suficiente de pessoas acha aquelas discussões longas demais, com
sentimentos humanos suficientes, para formar redes de relacionamentos
pessoas no ciberespaço.”
As redes sociais
estão em alta, crescendo exponencialmente a cada dia. Para se ter
uma idéia, a wikipedia no Brasil lista mais de
100 tipos de redes sociais.
E há muitas mais. A facilidade do uso, aliadas ao desejo de
expressão do público faz com que as redes se multipliquem. Essa
participação dá-se em escala global, o que nunca aconteceu antes
em outro meio de comunicação.
As redes sociais são
ambientes naturalmente propensos às atividades de interação,
discussão e construção do conhecimento coletivo. São terreno
fértil para a gestão colaborativa por serem espaços nos quais o
internauta está presente e envolvido com a proposta, disposto a
debater e a opinar.
As redes sociais não
devem ser confundidas com os sites que as suportam, pois são as
expressões de grupos, pessoas e instituições que estão
permanentemente conectadas por essas novas tecnologias de comunicação
e informação que formam essas redes.
Hoje toda a pessoa
conectada à internet pertence a pelo menos uma rede social. De
acordo com o Pew
Internet & American Life Project,
o percentual de americanos adultos usuários da internet e com um
perfil em uma rede social quadruplicou em quatro anos, de 8% para
35%, de acordo com uma pesquisa de dezembro de 2008.
As redes sociais são
dinâmicas e estão sempre em transformação, razão pela qual a
compreensão destas se torna tão difícil. As redes sociais podem
ser constituídas por interações de natureza diversa.
As pessoas se
utilizam das redes para reencontrar amigos, auxiliar a manter
relações sociais e ampliar suas redes. As redes sociais na Internet
expressam um conjunto de relações já existentes e vão manter um
espaço contínuo de conexão para os atores sociais. Dentro dessa
perspectiva, essas redes vão se constituir sim em espaços de trocas
e interação e é esse o primeiro uso: conectar pessoas. Estudos
sobre o uso do Facebook
nos Estados Unidos, por exemplo, demonstraram que um dos principais
valores da ferramenta era permitir que os jovens mantivessem seus
contatos com amigos quando se mudavam para estudar em outra cidade.
Ou seja, a Internet auxiliava a manter as conexões sociais das
pessoas, como forma de amplificar o alcance dos contatos.
As redes sociais são
também circuladoras de informação, à medida que tornam-se caminho
de fluxos de notícias e atingem pontos em toda a parte da terra.
Essas informações podem ser de todo o tipo, desde pessoais até
informações relevantes para diversos grupos. Vimos imagens dos
protestos do Irã correrem o mundo através da internet, apesar da
imprensa ter sido proibida de noticiar os acontecimentos.
As redes sociais
ampliaram também a colaboração entre pessoas com interesses comuns
e devido a isso permitem também a mobilização social. Muitas ações
já repercutiram na mídia e em espaços nacionais e internacionais.
O site The
Pirate Bay,
conseguiu apoio de milhares de internautas que se declaravam culpados
por baixar músicas na internet. A Assembléia Legislativa de São
Paulo foi palco de um grande protesto contra a proposta de lei do
Senador Azeredo organizado e difundido como Movimento “Mega
Não”
principalmente através das redes sociais na Internet. O ato, que
contou com a participação de políticos, ONGs e internautas passou
também a ser espalhado pelos estados brasileiros.
Nas redes sociais na
Internet, portanto, está um potencial mobilizador decorrente da
possibilidade de encontrar pessoas com interesses comuns e
pensamentos semelhantes. Um potencial gerado a partir da construção
de um novo espaço de debate e de canais alternativos de comunicação
e informação.
1.
Em Griffin, A first look at communication theory, McGraw-Hill, 1994,
pp. 332-343
2. Versão da pesquisadora em português do texto de Garton, Haythornthwite e Wellmann, 1977, pg. 1.
2. Versão da pesquisadora em português do texto de Garton, Haythornthwite e Wellmann, 1977, pg. 1.
Referências
Propaganda Pessoal:
Redes Sociais na Internet – Missila Loures Cardozo
USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Paulo, SP http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-1061-1.pdf acesso em 26/06/09
USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul, São Paulo, SP http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-1061-1.pdf acesso em 26/06/09
A marca nas redes
sociais virtuais: Uma proposta de gestão colaborativa – Joana
Dambrós e Clóvis Reis FURB – Universidade Regional de Blumenau,
Blumenau,
SC
http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-0519-1.pdf acesso em 26/06/09
http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-0519-1.pdf acesso em 26/06/09
RECUERO, Raquel.
Redes Sociais na Internet. Porto Alegre, Sulina, 2009.
http://www.redessociais.net/




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