Visão sobre a cibercultura

Postado em Uncategorized em março 31, 2009 por limax1

A internet é, segundo Pierre Levy, “um mundo virtual que favorece a inteligência coletiva” e que “esse metamundo virtual ou ciberespaço irá tornar-se o principal laço de comunicação, de transações econômicas, de aprendizagem e de diversão das sociedades humanas. O ciberespaço é definido por ele como “o espaço de comunicação aberto pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores” [1].


A cibercultura é “a forma sociocultural que advém de uma relação de trocas entre a sociedade, a cultura e as novas tecnologias de base micro-eletrônicas surgidas na década de 70, graças à convergência das telecomunicações com a informática.”[2] Para Lévy, a essência da cibercultura é paradoxal, na medida em que a internet é uma universalidade desprovida de um significado central, um verdadeiro sistema caótico global, o “universal sem totalidade”.

No meu ponto de vista, a característica marcante da cibercultura é a interação constante entre os usuários, a não regulação ou normatização das informações veiculadas e a transformação permanente dessas informações.

Navegando na internet achei um blog (http://www.nahipermidia.com/blog/?p=95 ) onde o autor diz que “a cibercultura não é composta pelas pessoas que usam o meio, mas a maneira que as pessoas usam esse meio. Não poderíamos falar que todas as pessoas que usam a internet, como pertencentes à cibercultura, mas somente aquelas que usam o meio de determinada forma, que já foram socializadas nesta cultura. Há usuários que não tiveram seu comportamento moldado por outros indivíduos desta cultura, e desta forma, embora “estejam no ciberespaço”, não fazem parte da cibercultura.”

Já estamos vivendo uma mudança de paradigmas e comportamentos desde que a internet foi criada. Já há algum tempo, discute-se a maneira como o surgimento da web contribuiu para a extinção de fronteiras, a relativização de distancias e a dinamização da comunicação. Os limites entre o real e o imaginário, entre o próximo e o distante, tornam-se cada vez menos perceptíveis. O computador e a internet trouxeram novas e profundas mudanças sociais e culturais. Agora há novas formas de acesso à informação, novos estilos de raciocínio e entendimento, e novas formas de interação entre pessoas.

Lagdon Winner diz que vivemos a “revolução da informação”, e diz que “o uso da internet está produzindo um conjunto devastador de transformações na vida social”.[3]

“A realidade do final do século exige cada vez mais que os sujeitos saibam lidar com uma imensa gama de informação que invadem diariamente a sua vida quotidiana, de uma forma desconhecida para as gerações precedentes. Lidar com o impacto deste fluxo acelerado de informações e, principalmente dar-lhe um significado, ou seja, interpretá-las integrando-as na sua visão do mundo, é hoje uma tarefa inevitável dos sujeitos modernos” (Guareschi, 2000, pág.43).

Muitos governos, pessoas e empresas encontram-se perdidos – não sabem como agir e se portar diante dessa nova situação. O Manifesto Cluetrain[4] nos dá uma idéia de como as empresas convencionais estão ‘engatinhando’ para conseguir transmitir suas informações e serem ouvidas na net.

O comercial da Apple “think different” http://www.youtube.com/watch?v=USn5t5nQWU8 mostra gênios como Einstein, Chaplin, John Lennon, Gandhi, e outros que desafiaram o status quo e mudaram o mundo. Eles foram utilizados nesse comercial para simbolizar a inovação dos produtos da empresa, mas para mim, o texto desse comercial é perfeito para mostrar como funciona a cibercultura: nela há a mudança de paradigma, a não aceitação das regras existentes, a visão diferenciada das coisas. Você não pode ignorá-la.

Isso é o que Tim Berners Lee e todos os que programaram as interfaces fizeram. Pierre Levy diz, eles são “engenheiros de mundos”. Eu concordo. Eles mudaram o status quo, fizeram com que a humanidade fosse ‘empurrada’ para a frente. Ao meu ver, estamos vivendo uma revolução informacional sim, e eu posso me encaixar no grupo de tecno-utópicos que acredita que as novas tecnologias criam inúmeras possibilidades de crescimento para a sociedade.

[1] LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Editora 34, 1999

[2] http://pt.wikipedia.org/wiki/Cibercultura acesso em 28/03/09

[3] WINNER, Lagdon, A Informação como Mito HTTP://members.fortunecity.com/cibercultura/vol4/infmito.html acesso em 24/03/09

[4] http://cluetrain.com/portuguese/index.html

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