A relação mediada pela Internet trouxe um novo momento para as relações interpessoais, multiplicando-as e potencializando a sua manutenção e expansão. Se antes necessitávamos marcar encontros, escrever cartas e telegramas, telefonar ou visitar alguém, hoje, basta nos isolarmos na frente da tela de um computador, tablet ou smartphone e passarmos um e-mail, deixarmos um scrap no Orkut, um post no Facebook, seguir no Twitter, comentar um vídeo no Youtube ou conversar pelo MSN.
A relação midiatizada contemporânea fez surgir uma nova ordem social, onde o coletivo começa a dar espaço ao Individuo, o “eu” multiplicando-se na rede, valorizando e em busca de audiência, pelos diferentes motivos (status, dinheiro, prazer). Todos querem falar, todos podem falar graças à democratização da informação, a única coisa que lhe é exigida é o tempo.
A Rede Social Digital é a mais nova “droga” moderna. Ela vicia e aliena, quando usado em demasia, quando tira do individuo o tempo e a vontade de estudar, de conhecer novas fontes, ou de apenas chegar às fontes, na própria Internet. Garantir a qualidade da informação no ambiente digital é tarefa árdua. E quem é que quer mesmo saber? Isso tiraria o tempo de mais uma mensagem do MSN ou compartilhar um vídeo no Facebook. Para quer ir a Biblioteca, mesmo que virtual, se tenho trabalho pronto em outro site? Para quer ler se tenho corretor ortográfico instalado?
Trazendo para o contexto brasileiro, onde o Orkut e o Facebook juntos contam com quase 50 milhões de usuários, estamos formandos cidadãos hiperativos, dinâmicos, inteligentes e não eruditos, pelo menos a grande massa. Estamos transferindo a nossa erudição para o Google, e para o Wikipédia, pois, sempre que precisarmos acessamos. Aqueles que têm melhores oportunidades educacionais, entendem, modificam, participam e enxergam oportunidades, deixando de ser meros usuários.
Nesta nova ordem, a palavra da vez é a interatividade, e ela lhe exige comprometimento e tempo. A tecnologia não é vilã, muito menos a internet e as redes sociais, mas a educação sim. Entender essa nova ordem, passa pela discussão em sala de aula. O exercício é o questionamento e só questiona quem pensa, até porque o processo é irreversível.
Grupo B: Indira Nascimento, Manuel Alves, Leonardo Antonio, Luciano Alcântara, Gueise Reis e Maihana Cazuquel.




0 comentários:
Postar um comentário